Um Estrangeiro na História do Fluminense, conheça a jornada de Canobbio até a chegada na Copa do Mundo de 2026.
O atacante uruguaio está prestes a estrear no mundial, representando seu país em um confronto contra a Arábia Saudita, em Miami. Esta será a sua segunda participação em Copas do Mundo, um feito que reflete sua dedicação e evolução como atleta.
Para alcançar esse nível, Canobbio passou por uma transformação significativa em sua vida pessoal. Ele adotou uma dieta rigorosa, eliminando doces e glúten, e seguiu uma agenda estrita de horários.
Essas mudanças foram fundamentais para aprimorar sua condição física, permitindo que ele se destacasse dentro de campo.
Influência Familiar e a Paixão pelo Futebol
A paixão de Canobbio pelo futebol é um legado familiar. Seu pai, Osvaldo Canobbio, foi um centroavante uruguaio que jogou entre 1994 e 2010. Embora não tenha alcançado grande sucesso como jogador, Osvaldo desempenha um papel crucial na carreira do filho, atuando como uma espécie de mentor e crítico construtivo.
Osvaldo, que também trabalhou como técnico em divisões de base no Uruguai, mantém um diálogo constante com Canobbio, discutindo jogos e estratégias. “Conversamos sempre, antes e depois dos jogos.
Ele é muito bom para ouvir as críticas. Dos outros principalmente, as minhas nem tanto (risos). O que falo é sempre para o bem, para ajudar a melhorar, e ele entende”, afirma Osvaldo.
Dedicação e Sacrifícios para o Sucesso
Para alcançar o nível de excelência necessário para competir em uma Copa do Mundo, Canobbio teve que fazer escolhas difíceis. Ele abriu mão de prazeres gastronômicos, como o tradicional churrasco, durante as competições, e seguiu uma dieta sem glúten. Além disso, doces foram completamente eliminados de seu cardápio.
Portanto, essa disciplina se estende a outros aspectos de sua vida. Canobbio segue um cronograma rigoroso, cuidando de seu sono e respeitando as recomendações de profissionais de saúde. Essas medidas têm se mostrado eficazes, refletindo em seu desempenho em campo.
A Garra Uruguaia e a Competitividade, Veja a Jornada de Canobbio
Desde pequeno, Canobbio demonstrou uma competitividade feroz, uma característica que se tornou uma marca registrada de sua personalidade. Ele não tolerava perder, seja em videogames ou nas partidas de futebol de rua.
Essa determinação é uma expressão da conhecida ‘garra uruguaia’, que agora ele leva para os gramados internacionais.
Sua carreira no futebol profissional é um testemunho dessa determinação. Canobbio se tornou a contratação mais cara do Athletico-PR em 2022 e, posteriormente, do Fluminense em 2025, até ser superado por Rodrigo Castillo. Sua ascensão no futebol brasileiro é um reflexo de sua dedicação e talento.
Mais um fato na Jornada de Canobbio: De Gandula a Estrela do Futebol
Uma curiosidade sobre a vida de Canobbio é sua experiência como gandula. Durante a adolescência, ele desempenhou essa função nos treinos do Barcelona de Guayaquil, onde seu pai era auxiliar técnico. Essa vivência no ambiente do futebol profissional desde cedo contribuiu para sua formação como jogador.
Com sua convocação para a Copa do Mundo, Canobbio segue os passos de Romerito, que representou o Paraguai no mundial de 1986 enquanto jogava pelo Fluminense. A presença de Canobbio na seleção uruguaia é um marco para o clube, que há 40 anos não tinha um estrangeiro convocado para o torneio.
O Caminho de Canobbio no Mundial
Na Copa do Mundo, o Uruguai está no Grupo H e estreia contra a Arábia Saudita. O jogo será realizado em Miami, no dia 15 de junho, às 19h, horário de Brasília.
Na sequência, a seleção uruguaia enfrentará Cabo Verde no mesmo estádio, no dia 21 de junho, e encerrará a fase de grupos contra a Espanha, em Guadalajara, no México, no dia 26 de junho.
Veja mais notícias recentes aqui no site sobre a COPA DO MUNDO!
Canobbio já tem experiência em competições internacionais. Ele participou da Copa do Mundo do Catar em 2022, jogou na Copa América de 2023 e foi campeão do Sul-Americano Sub-20 em 2017.
Por fim, sua presença na seleção uruguaia é uma prova de seu talento e da confiança que os técnicos depositam nele.
Conversamos sempre, antes e depois dos jogos. Ele é muito bom para ouvir as críticas. Dos outros principalmente, as minhas nem tanto (risos). O que falo é sempre para o bem, para ajudar a melhorar, e ele entende.
Fonte: ge.globo.com
