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Tensão no Oriente Médio: EUA e Irã em Escalada de Ameaças

A Escalada da Tensão no Oriente Médio pode impactar o preço do petróleo no mercado internacional e afetar outros países da região.

Trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã têm intensificado a tensão no Oriente Médio. A Casa Branca, por sua vez, enviou o porta-aviões Abraham Lincoln à área.

Adicionalmente, Washington ameaça realizar ataques “muito piores” que os recentes se Teerã não negociar um acordo nuclear. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para reiterar a urgência da situação, afirmando que “o tempo está se esgotando”.

Contudo, a mídia estatal iraniana reporta que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, negou ter solicitado negociações ou contatado o enviado especial dos EUA, Steve Witkof. Isso sublinha a falta de diálogo direto entre as partes.

Alerta no Estreito de Ormuz

Em um movimento estratégico, autoridades iranianas emitiram um alerta à navegação marítima no Estreito de Ormuz. Essa rota crucial, localizada na saída do Golfo Pérsico, é por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

O Irã anunciou a realização de exercícios militares na área, gerando preocupações sobre o possível fechamento do estreito. Tal ação seria vista como uma retaliação a ataques recentes, sendo uma das principais apreensões econômicas de analistas diante da escalada da tensão.

O país persa possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo e é o quinto maior produtor. Por conseguinte, a instabilidade na região afeta diretamente o mercado global. Vários membros da Opep são banhados pelo Golfo Pérsico:

  • Arábia Saudita
  • Emirados Árabes Unidos
  • Kuwait

Economistas citados pela agência Reuters apontam que a “possibilidade de o Irã ser atingido” já impulsionou o preço do barril em até quatro dólares.

Protestos Internos e Sanções Europeias

A pressão sobre o Irã tem sido amplificada por recentes protestos internos contra o regime teocrático. Confrontos entre forças de segurança e manifestantes resultaram em um alto número de vítimas: associações de direitos humanos contabilizam mais de 6 mil mortos e 40 mil presos, enquanto o governo iraniano reporta 3 mil mortos, classificando parte deles como terroristas.

Os manifestantes não apenas contestam a falta de liberdade política, mas também o elevado custo de vida, parcialmente atribuído às sanções econômicas impostas por Estados Unidos e aliados. Em resposta, Teerã atribui os protestos à interferência estrangeira e tem utilizado repressão severa, incluindo o bloqueio da internet.

Fontes da Reuters indicam que o presidente Trump avalia opções como ataques direcionados para apoiar os manifestantes. Em contrapartida, o Irã ameaça atacar bases norte-americanas em países vizinhos, como Catar e Barein, caso haja intervenção. Por isso, a situação permanece altamente volátil.

Além disso, a repressão aos protestos provocou reação de países europeus. Nesta semana, novas sanções foram aprovadas contra autoridades e instituições iranianas, e a Guarda Revolucionária Iraniana foi classificada como organização terrorista.

Nesse sentido, a chefe da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, declarou que “quem age como terrorista deve ser tratado como terrorista”, adicionando que “qualquer regime que mata milhares de pessoas do próprio povo está a trabalhar para a própria queda”.

WagnerWeindler:

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