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    Categorias: Saúde

Técnicos de enfermagem são presos por mortes suspeitas em hospital de Taguatinga

A Polícia Civil do DF está investigando técnicos de enfermagem pelas mortes de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

Investigação e Prisões

As mortes ocorreram entre 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025 e levantaram suspeitas de aplicações irregulares de substâncias por parte de técnicos de enfermagem. Três técnicos foram presos após indícios de envolvimento nesses óbitos, conforme informações divulgadas pelo site g1.

Durante uma coletiva de imprensa, o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), destacou a complexidade do caso. Segundo ele, a motivação para os atos ainda não foi esclarecida, mas as investigações apontam para a atuação de um técnico de enfermagem de 24 anos, que teria utilizado o sistema do hospital para receitar medicamentos incorretos sem o conhecimento da equipe médica.

As Vítimas

As vítimas, que tinham idades e histórias de vida distintas, apresentaram piora súbita em seus quadros clínicos pouco antes de falecerem. Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, era uma professora aposentada da rede pública do Distrito Federal e residia em Taguatinga. Ela dedicou sua vida à educação, atuando por anos na Regional de Ensino de Ceilândia, conforme relatado pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF).

Outra vítima, João Clemente Pereira, de 65 anos, era servidor público da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), onde trabalhava como supervisor de manutenção. Ele morava no Riacho Fundo I e era conhecido por sua dedicação ao trabalho e à família.

A terceira vítima, Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, residia em Brazlândia e trabalhava no Centro de Distribuição Domiciliar dos Correios na região. Sua morte chocou amigos e familiares, que o descrevem como um profissional dedicado e um amigo leal.

Modus Operandi e Conivência

O delegado Salomão detalhou o modus operandi do crime, revelando que o técnico de enfermagem preparou e aplicou os medicamentos de forma clandestina. Ele teria se aproveitado de um momento em que o sistema do hospital estava aberto na conta de um médico para receitar o medicamento errado, buscá-lo na farmácia e administrá-lo nas vítimas, tudo sem o conhecimento da equipe médica.

Além disso, o técnico contou com a conivência de duas colegas de trabalho, que o ajudaram a buscar a medicação e estavam presentes no momento da aplicação. Essa colaboração entre os técnicos levanta questões sobre a segurança e a ética no ambiente hospitalar, além de destacar a necessidade de protocolos mais rígidos para evitar que situações semelhantes ocorram novamente.

Investigações em Andamento sobre os Técnicos de Enfermagem do Hospital em Taguatinga

A polícia está conduzindo uma investigação minuciosa para determinar se os técnicos suspeitos de aplicar a “injeção da morte” têm envolvimento em outros casos semelhantes. Eles trabalharam em diversos hospitais, tanto públicos quanto privados, ao longo dos últimos cinco anos, o que amplia o escopo da investigação.

Portanto, Leandro Oliveira, diretor da divisão de perícias internas do instituto de criminalística da Polícia Civil, afirmou que estão sendo analisados cerca de 20 laudos para identificar a fonte do acesso ao sistema do hospital. A polícia também está investigando se o técnico tinha conhecimento da senha do médico ou se o acesso foi feito de outra forma.

Repercussões e Medidas Adotadas contra os Técnicos de Enfermagem

O caso, que tramita em segredo de Justiça, impossibilita a divulgação de informações adicionais e a identificação dos acusados. No entanto, a unidade médica informou que entrou em contato com as famílias das vítimas para prestar os esclarecimentos necessários e oferecer suporte durante este momento difícil.

O incidente gerou uma onda de preocupação entre os profissionais de saúde e a população, destacando a importância de medidas rigorosas de segurança e controle dentro dos hospitais. A confiança no sistema de saúde é fundamental, e casos como este abalam a credibilidade das instituições envolvidas.

Por fim, as autoridades estão empenhadas em garantir que os responsáveis sejam levados à Justiça e que medidas sejam implementadas para evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro. A investigação continua em andamento, e a sociedade aguarda por respostas e justiça para as famílias das vítimas.

Eles trabalharam por cerca de cinco anos em hospitais diversos, públicos e privados. Vamos fazer um levantamento com as pessoas que faleceram com características parecidas.

WagnerWeindler:

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