Quase um mês após o incêndio que matou duas pessoas no subsolo, a rotina no Shopping Tijuca ainda não se normalizou.
Odor persistente e movimento reduzido no Shopping Tijuca
O forte odor de fumaça persiste, especialmente nos primeiros andares, levando funcionários a usarem máscaras e afastando parte do público.
A professora Agatha Fernandes, cliente assídua, relatou evitar o local: “O cheiro me enjoa muito. Não tem condições de ficar mais de 30 minutos inalando esse odor.”
Ademais, o movimento de clientes está visivelmente reduzido. Um vendedor de grife exemplificou a queda, registrando faturamento de apenas R$ 200 em um dia, valor referente unicamente a trocas.
Lojas com funcionamento limitado
As lojas acima do ponto do incêndio são as mais afetadas. No primeiro piso, 14 estabelecimentos permanecem interditados pela Defesa Civil.
No entanto, outras lojas reabriram há cerca de duas semanas. Seus funcionários relatam que os impactos do incidente ainda são sentidos, com odores que causam desconforto e irritação ocular.
Esclarecimentos da administração e órgãos
Questionada sobre as reclamações, a administração do Shopping Tijuca afirmou manter diálogo com lojistas e que 89% das operações já funcionam. Apenas 21 lojas seguem fechadas para reparos ou renovação de estoque, além de 8 com obras planejadas.
Sobre o cheiro, o shopping esclareceu que, durante a retirada de materiais do subsolo, “ainda é possível sentir algum odor”, mas “todos os esforços possíveis estão sendo feitos para minimizar esse incômodo”. A estrutura foi declarada preservada, sem riscos.
Por sua vez, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros mantêm o subsolo e parte do térreo interditados. A liberação total do empreendimento está condicionada à recuperação integral das áreas afetadas e ao funcionamento pleno dos sistemas de segurança contra incêndio. A causa do incêndio segue sob investigação.
Breve histórico do incidente
O incêndio atingiu o Shopping Tijuca em 2 de janeiro. O incidente resultou na morte de Anderson Aguiar do Prado, supervisor de brigadistas, e Emellyn Silva Aguiar Menezes, esta última por inalação de fumaça.
