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    Categorias: Tecnologia

Power bank superaquece em voo e levanta preocupações com segurança

Um recente incidente em um voo da T’way Air acendeu novamente o alerta sobre a segurança do power bank a bordo de aeronaves.

O equipamento de um passageiro superaqueceu, liberando fumaça e causando desconforto a oito pessoas, incluindo membros da tripulação e passageiros. A ocorrência, que não exigiu um pouso de emergência, levou o Ministério dos Transportes da Coreia do Sul a iniciar uma investigação rigorosa para determinar se a bateria portátil atendia às normativas de segurança exigidas.

Este episódio reforça a crescente preocupação das companhias aéreas com o risco de fuga térmica em dispositivos eletrônicos, um fenômeno que pode levar a incêndios e à emissão de gases tóxicos durante o voo, impactando diretamente a segurança em voo.

Incidente em voo da T’way Air mobiliza tripulação e autoridades sobre o uso de power bank

O incidente ocorreu no sábado, dia 10 de janeiro, durante o voo TW634 da T’way Air, que fazia a rota de Sanya, na China, para Cheongju, na Coreia do Sul. Um power bank de um passageiro a bordo do Boeing 737-8 Max começou a emitir fumaça, gerando uma situação de risco na cabine.

A tripulação agiu prontamente, submergindo o dispositivo em água e isolando-o em um contêiner especial para conter o problema. Apesar do controle rápido da situação, oito pessoas foram afetadas pela inalação dos gases tóxicos liberados pelo aparelho.

Detalhes do ocorrido e impacto nos passageiros

Dos afetados, três eram membros da tripulação que participaram ativamente na contenção do incidente, e cinco eram passageiros. Após o pouso seguro da aeronave em seu destino final, os tripulantes foram encaminhados a um hospital para avaliação médica, enquanto os passageiros receberam atendimento e puderam retornar para suas casas.

O fato de não ter sido necessário um pouso antecipado é um testemunho da eficácia dos procedimentos de segurança da tripulação, mas não diminui a gravidade do evento e o impacto sobre as pessoas a bordo. O avião transportava 32 passageiros e seis tripulantes, e a rápida intervenção foi crucial para evitar consequências mais sérias.

Investigação oficial e precedentes recentes

O Ministério dos Transportes da Coreia do Sul declarou que está conduzindo uma investigação aprofundada sobre o caso. O foco principal é verificar se o power bank em questão estava em conformidade com todas as regras de segurança e regulamentações para o transporte aéreo de baterias. Este incidente na T’way Air não é um caso isolado.

Além disso, apenas dois dias antes, um power bank pegou fogo em um voo da Asiana Airlines, que viajava de Seul para Hong Kong, resultando em um passageiro ferido. Esse episódio também não alterou o curso do voo, que seguiu para seu destino final. A recorrência desses eventos tem levado a uma reavaliação das políticas de segurança e ao endurecimento das regras por parte de diversas companhias aéreas globais.

O fenômeno da fuga térmica e os riscos dos power bank

O principal risco associado aos power banks e outras baterias de íons de lítio em ambientes aéreos é o fenômeno da fuga térmica. Esse processo ocorre quando o calor gerado internamente em uma célula de bateria excede drasticamente sua capacidade de dissipação.

Entretanto, as causas podem ser variadas, incluindo defeitos de fabricação, danos físicos, sobrecarga ou exposição a altas temperaturas. Quando a fuga térmica é iniciada, ela pode desencadear uma reação em cadeia incontrolável, resultando em superaquecimento extremo, liberação de gases tóxicos, incêndio e, em casos mais graves, até explosões.

Entendendo o perigo: o que é fuga térmica

A fuga térmica representa uma ameaça significativa em aeronaves devido ao ambiente confinado e à presença de materiais inflamáveis. A liberação de fumaça tóxica, como ocorreu no voo da T’way Air, pode comprometer a qualidade do ar da cabine e a saúde dos ocupantes.

Além dos recentes incidentes na Coreia do Sul, outro caso notável de superaquecimento de power bank foi registrado em agosto de 2025, em um voo da KLM de São Paulo para Amsterdã. Na ocasião, o dispositivo superaqueceu e pegou fogo dentro da mochila de um passageiro.

A tripulação da KLM agiu de acordo com os protocolos, controlou o incêndio, e a aeronave prosseguiu sua jornada sem intercorrências maiores. Esses eventos reiteram a imprevisibilidade e o potencial destrutivo da fuga térmica, mesmo em equipamentos projetados para o uso cotidiano.

Medidas preventivas e o futuro da segurança aérea com o power bank

A série de incidentes envolvendo power banks em voos sublinha a necessidade contínua de vigilância e de regulamentações claras. As investigações em curso na Coreia do Sul e as políticas adotadas por companhias como a Emirates demonstram um esforço global para aprimorar a segurança aérea frente aos desafios impostos pela proliferação de dispositivos eletrônicos portáteis.

Portanto, é fundamental que fabricantes melhorem a qualidade e segurança de suas baterias, e que passageiros estejam cientes das normas e riscos. A conscientização e a conformidade com as diretrizes das companhias aéreas são as primeiras linhas de defesa contra futuros incidentes, garantindo que a tecnologia portátil possa coexistir com a segurança essencial dos voos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Por que power banks são perigosos em aviões?
Power banks são perigosos devido ao risco de fuga térmica, um fenômeno em que a bateria superaquece, podendo causar incêndios, explosões e liberar gases tóxicos. O ambiente confinado de uma aeronave agrava esses riscos.

É permitido levar power banks na bagagem de mão?
Sim, na maioria das companhias aéreas, é permitido levar power banks apenas na bagagem de mão, nunca na bagagem despachada. Essa regra visa garantir que, em caso de incidente, a tripulação possa intervir rapidamente.

Por fim, para garantir uma viagem tranquila e segura, verifique sempre as políticas atualizadas da sua companhia aérea sobre o transporte e uso de dispositivos eletrônicos portáteis. A segurança de todos a bordo depende da sua cooperação.

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