A recente Mudança na Casa Civil do governo de SP está sendo interpretada como um movimento estratégico do Tarcísio de Freitas.
Reestruturação política em São Paulo
A atitude é para fortalecer sua candidatura à reeleição em 2026. A mudança, que substituiu Arthur Lima por Roberto Carneiro, sinaliza um foco renovado na política estadual, deixando de lado, ao menos por enquanto, ambições de um projeto nacional.
Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, a percepção é clara: a decisão de substituir o comando da Casa Civil não seria lógica se Tarcísio ainda estivesse considerando uma candidatura à Presidência da República.
A troca, vista como um movimento para fortalecer a articulação política, também sugere que o governador está mais preocupado em consolidar sua base e garantir visibilidade política para suas realizações no estado.
Desafios e estratégias políticas com a Mudança na Casa Civil
Até o momento, a Casa Civil de SP operava com um perfil mais burocrático, focado em processos internos. Essa abordagem, segundo aliados, não estava conseguindo traduzir as realizações do governo em reconhecimento político junto à população e à base aliada.
Portanto, com a mudança, espera-se que o novo secretário, Roberto Carneiro, que possui um perfil mais político, consiga preencher essa lacuna.
Nos últimos meses, o governo estadual havia estruturado um centro para organizar prioridades e acelerar decisões. No entanto, a complexidade política da gestão exigiu uma reavaliação dessa estratégia. A Secretaria de Governo, sob o comando de Gilberto Kassab, vinha desempenhando parte desse papel, mas a demanda por articulação política cresceu além da capacidade atual da estrutura.
Reequilíbrio de forças e alianças com a Mudança na Casa Civil
A chegada de Carneiro à Casa Civil é vista como uma tentativa de reequilibrar as forças dentro do governo. O fortalecimento do PSD, partido de Gilberto Kassab, havia gerado um desequilíbrio que agora começa a ser corrigido com a nomeação de um membro do Republicanos, partido de Tarcísio.
Além disso, há expectativa de que Diego Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, passe a integrar a estrutura do governo. Sua presença poderia servir como uma ponte com a família Bolsonaro, um ativo político importante para a montagem do palanque estadual.
Com uma base composta por cerca de 12 partidos, Tarcísio enfrenta o desafio de realizar uma engenharia política que contemple as principais siglas com cargos estratégicos.
O papel central da Casa Civil
Interlocutores próximos ao governador acreditam que o novo chefe da Casa Civil terá um papel crucial na reorganização do secretariado, especialmente diante da saída de nomes que devem disputar as eleições.
Além disso, a expectativa é que Carneiro consiga coordenar as negociações e fortalecer a base governista na Assembleia Legislativa, facilitando a aprovação de projetos e a implementação de políticas públicas.
Para os aliados de Tarcísio, a mudança na Casa Civil marca o início de uma nova fase do governo, menos voltada para especulações sobre uma candidatura nacional e mais focada na construção política necessária para sustentar o projeto de reeleição em São Paulo.
Por fim, essa estratégia busca garantir que o governo esteja bem posicionado para enfrentar os desafios eleitorais de 2026.
A chegada de um nome com perfil mais político à Casa Civil é vista como uma tentativa de preencher esse espaço.
