Mais de um quarto dos adultos no mundo pode se beneficiar de remédios para emagrecimento, revela estudo

Medicamentos GLP-1 para Emagrecimento: Adultos podem usar

Estudo global destaca potencial dos medicamentos GLP-1 e adultos pelo mundo podem se beneficiar dos remédios para emagrecimento.

Um estudo abrangente publicado na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology revelou que mais de 25% da população adulta mundial pode se beneficiar de medicamentos à base de GLP-1 para emagrecimento.

A pesquisa, liderada por especialistas do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, analisou dados de saúde de 810 mil adultos em 99 países.

Os resultados indicam que 27% dos adultos seriam elegíveis para o uso desses medicamentos, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que são utilizados no controle de peso. O estudo considerou adultos entre 25 e 64 anos, avaliando o índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e histórico de diabetes ou hipertensão.

Critérios de elegibilidade e grupos mais afetados

Para serem considerados elegíveis ao uso dos medicamentos GLP-1, os indivíduos deveriam apresentar um IMC superior a 30 ou um IMC acima de 27 associado a hipertensão, diabetes ou ambas as condições. O estudo destacou que mulheres, pessoas mais velhas e moradores de países de baixa e média renda são os grupos mais propensos a se beneficiarem desses tratamentos.

Nas regiões da Europa e América do Norte, a taxa de elegibilidade sobe para 42,8%, enquanto nas ilhas do Pacífico, o índice chega a 41%. Esses dados ressaltam a necessidade de uma abordagem global para o tratamento da obesidade e condições associadas.

O impacto dos medicamentos GLP-1 na saúde global

Os autores do estudo enfatizam o potencial transformador dos medicamentos GLP-1 para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. Jennifer Manne-Goehler, médica e pesquisadora do Mass General Brigham, afirmou que nunca houve uma ferramenta tão promissora e escalável para lidar com essas condições de saúde.

Apesar do potencial, o acesso global a esses medicamentos ainda enfrenta desafios, especialmente em países mais pobres. Felix Teufel, pesquisador da Universidade Emory, destacou que o acesso aos GLP-1 é uma questão de equidade em saúde, com o objetivo de garantir que aqueles que mais precisam possam ter acesso aos tratamentos.

Importância de estratégias complementares

Os pesquisadores reforçam que o uso dos GLP-1 deve ser acompanhado por estratégias não medicamentosas. Sang Gune K. Yoo, pesquisador da Universidade de Washington, destacou a importância de investir em prevenção e tratamentos não farmacológicos da obesidade, áreas onde ainda existem grandes lacunas.

Além disso, os medicamentos GLP-1, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy), a liraglutida (Saxenda e Victoza) e a tirzepatida (Mounjaro), são indicados para tratar diabetes tipo 2 e, em alguns casos, obesidade. Eles imitam um hormônio do intestino que ajuda a controlar o apetite e o açúcar no sangue.

Desafios e custos no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso desses medicamentos para diabetes tipo 2 e, mais recentemente, para obesidade em casos específicos. A indicação depende do IMC e de condições associadas, como hipertensão ou diabetes.

Contudo, o acesso aos GLP-1 no Brasil ainda é restrito devido ao alto custo. Os medicamentos são vendidos em farmácias, com preços que variam de R$ 800 a mais de R$ 2.000 por mês. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece GLP-1 para emagrecimento, limitando ainda mais o acesso para a população de baixa renda.

Cuidados e efeitos colaterais nos medicamentos GLP-1

O uso dos medicamentos GLP-1 exige prescrição médica e acompanhamento regular. O tratamento inadequado pode trazer riscos, incluindo náuseas, vômitos, diarreia, pancreatite e outros efeitos colaterais. Portanto, é essencial que os pacientes sigam as orientações médicas rigorosamente.

Por fim, a pesquisa contou com a participação de pesquisadores de diversos países, incluindo Estados Unidos, Alemanha e Brasil, e foi financiada por instituições como o NIH, Emory University e Mass General Brigham.

Nunca houve uma ferramenta potencialmente tão transformadora e escalável para obesidade, diabetes tipo 2 e outras complicações.

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