Jason Miller, ex-conselheiro de Donald Trump, expressou sua insatisfação com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Tensão nas redes sociais
A crítica veio após Lula condenar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Em uma postagem no X, Miller não poupou palavras ao criticar Lula, usando linguagem ofensiva para expressar seu descontentamento com a posição do presidente brasileiro. A reação de Lula à operação militar norte-americana foi classificada por Miller como reveladora das verdadeiras intenções do líder brasileiro.
Reação de Lula à operação militar
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, gerou reações diversas no cenário internacional. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi um dos líderes que se manifestaram contra a ação.
Em um comunicado, Lula afirmou que os bombardeios e a detenção de Maduro ultrapassaram ‘a linha do inaceitável’, representando uma séria afronta à soberania venezuelana.
Lula destacou que a operação remete aos piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe, ameaçando a estabilidade da região como uma zona de paz. Sua declaração foi uma tentativa de reafirmar a importância do respeito à soberania nacional e à autodeterminação dos povos latino-americanos.
Detalhes da operação militar
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela foi anunciada pelo próprio Donald Trump em sua rede social, Truth Social. Segundo Trump, a ação foi uma resposta à necessidade de capturar Nicolás Maduro, que enfrenta acusações de tráfico de drogas nos Estados Unidos.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, revelou que a operação foi ordenada por Trump e executada na madrugada de sábado.
A ação envolveu ataques aéreos a quatro alvos estratégicos na Venezuela, com a participação de 150 caças e bombardeiros, além do uso de helicópteros para transportar tropas até Caracas, onde Maduro foi capturado.
Questões legais e reações internacionais
A operação militar dos EUA na Venezuela levantou várias questões legais e diplomáticas. Uma das principais críticas é a falta de aprovação do Conselho de Segurança da ONU para a intervenção militar em território estrangeiro.
Além disso, há questionamentos sobre a ausência de autorização prévia do Congresso norte-americano para tal ação.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que não houve tempo hábil para informar os congressistas antes da operação. Enquanto isso, a comunidade internacional aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias da intervenção e suas consequências para a estabilidade regional.
Situação política na Venezuela
Com a captura de Nicolás Maduro, a situação política na Venezuela se tornou ainda mais complexa. O governo brasileiro, diante da ausência de Maduro, reconheceu a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país.
Essa decisão foi apoiada pelo Supremo Tribunal da Venezuela, que designou Rodríguez para assumir as funções presidenciais.
Entretanto, Delcy Rodríguez, em um pronunciamento ao vivo, contestou a legitimidade da ação dos EUA, afirmando que Maduro continua sendo o presidente legítimo da Venezuela. Ela também expressou disposição para manter uma relação respeitosa com o governo norte-americano, desde que baseada no direito internacional.
Futuro incerto para a Venezuela
A captura de Nicolás Maduro e a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela deixam um cenário de incerteza sobre o futuro político do país. Donald Trump declarou que os EUA assumiriam temporariamente a administração venezuelana até que uma transição política fosse definida, mas não forneceu detalhes sobre como isso seria implementado.
Enquanto isso, a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, foi mencionada por Trump como uma figura sem apoio político suficiente para governar a Venezuela, o que levanta dúvidas sobre as opções de liderança para o país no futuro próximo.
A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
| Evento | Data | Descrição |
|---|---|---|
| Captura de Nicolás Maduro | 3 de janeiro de 2026 | Operação militar dos EUA na Venezuela |
| Pronunciamento de Lula | 3 de janeiro de 2026 | Condenação da ação militar dos EUA |
| Primeira audiência de Maduro | 5 de janeiro de 2026 | Tribunal federal de Manhattan |