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Janeiro Branco destaca a importância da saúde mental dos animais de estimação

A crescente preocupação com a saúde mental dos pets tornou o mês de Janeiro um período de conscientização chamado de “Janeiro Branco”.

No universo pet, cada vez mais se observa a necessidade de atenção aos sinais de estresse, ansiedade e outros transtornos comportamentais em cães e gatos.

Esses problemas, muitas vezes subestimados, são frequentemente observados nos consultórios veterinários. Sinais como medo, agressividade, apatia e comportamentos compulsivos estão diretamente ligados à forma como os animais vivem, são tratados e se relacionam com o ambiente ao seu redor. A vida urbana, com seus longos períodos de solidão, falta de estímulos e barulho excessivo, tem contribuído significativamente para o aumento desses transtornos.

Animais que passaram por situações de abandono, maus-tratos ou negligência são especialmente vulneráveis a desenvolver quadros de ansiedade de separação, fobias, hipervigilância e dificuldades de socialização. Infelizmente, esses problemas muitas vezes são confundidos com ‘mau comportamento’, quando, na verdade, representam um sofrimento psíquico que precisa ser abordado como uma questão de saúde.

Estudos revelam a importância do bem-estar emocional

Uma pesquisa realizada em 2025 pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) trouxe luz sobre a importância do bem-estar emocional dos cães, especialmente aqueles que atuam como co-terapeutas em Intervenções Assistidas por Animais. O estudo, intitulado ‘Animal Welfare of Dogs During Animal Assisted Interventions’, analisou parâmetros fisiológicos e comportamentais desses animais.

Os resultados mostraram que cães treinados e preparados adequadamente para atuar em ambientes terapêuticos não exibiram comportamentos relacionados ao estresse, como vocalização excessiva, comportamentos passivos ou repetições estereotipadas. Essa ausência de sinais estressantes, mesmo em contextos sociais desafiadores, indica que o ambiente e o manejo respeitam o bem-estar emocional dos pets.

A pesquisa desafia a noção de que comportamentos como agressividade, medo e isolamento são inerentes aos animais. Em vez disso, sugere que tais comportamentos são respostas a estados internos de estresse, medo ou ansiedade.

Compreendendo os sinais de estresse e ansiedade

Comportamentos como latidos persistentes, destruição de objetos, arranhar portas, automutilação, medo de barulhos e agressividade não devem ser vistos apenas como teimosia ou falta de adestramento. Eles são, na verdade, sinais externos de estados internos de sofrimento emocional.

A ansiedade de separação, um dos transtornos comportamentais mais comuns em cães, pode se manifestar de várias formas, como marcações urinárias em locais inadequados e vocalizações contínuas. Já fobias a ruídos, como fogos de artifício, podem transformar animais normalmente tranquilos em seres apavorados, que tremem, buscam refúgio em locais apertados ou até tentam escapar em pânico.

Casos de agressividade descontextualizada também podem surgir não por maldade, mas como uma resposta a um medo profundo ou dor não diagnosticada.

Quando um animal reage com ataques fora de contexto ou de forma exagerada, é importante que o tutor perceba isso como um sinal de alerta, e não como um comportamento típico da raça ou do temperamento do animal.

O papel dos tutores e profissionais na saúde mental dos pets com o Janeiro Branco

Para os tutores, reconhecer que um comportamento problemático pode ter origem emocional é um passo crucial para buscar a ajuda adequada. Isso pode incluir a consulta a veterinários comportamentalistas, a implementação de mudanças no ambiente e na rotina do animal e, quando necessário, a adoção de intervenções terapêuticas específicas.

Portanto, melhorar a saúde mental de um pet não só beneficia o próprio animal, mas também melhora a qualidade de vida de toda a família que convive com ele.

Interações familiares, como abraços e brincadeiras, não devem ser limitadas pela presença do pet, mas sim adaptadas para promover um ambiente mais saudável e seguro para todos.

Por fim, profissionais como médicos-veterinários, adestradores e veterinários comportamentalistas desempenham um papel vital no tratamento de pets com problemas de comportamento. Embora o tratamento nem sempre seja longo, ele tende a reduzir episódios de estresse e promover o bem-estar psicológico dos animais.

Comportamentos como latidos persistentes e destruição de objetos não são simplesmente teimosia, mas sinais de estados internos de estresse.

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