Ibovespa Futuro Opera em Baixa com Ameaças Tarifárias de Trump e Tensão Comercial

Ibovespa Futuro Opera em Baixa com Ameaças tarifárias de Trump

O Ibovespa futuro iniciou esta terça-feira em queda, refletindo as tensões comerciais alimentadas por novas ameaças tarifárias dos EUA.

Mercados Iniciam o Dia em Queda

Às 9h08, o contrato para fevereiro registrava uma baixa de 0,49%, situando-se em 165.665 pontos. O cenário é marcado pela tentativa do presidente norte-americano, Donald Trump, de adquirir a Groenlândia, o que gerou reações adversas na comunidade internacional.

As ameaças de Trump envolvem a implementação de tarifas comerciais crescentes a partir de 1º de fevereiro sobre oito países europeus, caso os EUA não sejam autorizados a comprar a Groenlândia. Essa movimentação intensifica os temores de uma nova guerra comercial, afetando a confiança dos investidores.

Repercussão Internacional e Reações no Mercado

As ameaças tarifárias de Trump e as críticas dos aliados europeus aos planos dos EUA para o território dinamarquês têm gerado um clima de incerteza nos mercados. Embora haja ceticismo sobre a concretização das ameaças, a postura agressiva de Trump mantém os investidores em alerta.

Nos Estados Unidos, a Suprema Corte deve anunciar suas decisões sobre casos importantes, incluindo a legalidade das tarifas comerciais propostas por Trump. Este é um ponto de atenção para os mercados, que aguardam desdobramentos que possam influenciar o cenário econômico global.

Enquanto isso, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de eventos no Rio Grande do Sul, incluindo a entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, e a assinatura de contratos para a construção de embarcações.

Impacto nos Mercados Internacionais e no Ibovespa Futuro

Em Wall Street, os índices futuros também operam em baixa. O Dow Jones Futuro caía 1,31%, o Nasdaq Futuro recuava 1,94% e o S&P 500 Futuro registrava uma queda de 1,56%. Esse movimento reflete a preocupação dos investidores com as possíveis repercussões das ameaças tarifárias de Trump.

Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam majoritariamente em baixa. Os investidores estão atentos às novas ameaças dos EUA relacionadas à Groenlândia, que aumentam as preocupações com uma escalada das tensões comerciais com a Europa. Além disso, os desdobramentos políticos no Japão, com a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciando a dissolução do parlamento e eleições antecipadas, também influenciam o mercado.

Portanto, na Europa, os mercados seguem em baixa, ampliando as perdas do dia anterior. A possibilidade de novas tarifas comerciais continua a prejudicar o sentimento dos investidores, que estão atentos aos discursos no Fórum Econômico em Davos, na Suíça.

Fórum Econômico Mundial e Preços de Commodities

O Fórum Econômico Mundial em Davos ganha destaque, com discursos aguardados de líderes como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, e o presidente francês, Emmanuel Macron. Trump deve discursar no evento na quarta-feira, o que pode trazer novas informações sobre a política comercial dos EUA.

Além disso, os preços do petróleo operam em baixa, refletindo as preocupações com um possível excedente global e as tensões comerciais envolvendo a Groenlândia. Na China, as cotações do minério de ferro fecharam em baixa pela quarta sessão consecutiva, após um acidente em uma siderúrgica chinesa gerar preocupações sobre a demanda pelo insumo.

Por fim, esses fatores combinados criam um ambiente de incerteza nos mercados globais, com os investidores cautelosos diante das possíveis repercussões econômicas das ações de Trump e dos desdobramentos políticos internacionais.

“As ameaças de Trump envolvem a implementação de tarifas comerciais crescentes a partir de 1º de fevereiro sobre oito países europeus, caso os EUA não sejam autorizados a comprar a Groenlândia.”

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