Os hospitais do Irã estão enfrentando uma pressão sem precedentes devido aos protestos em massa que tomaram conta do país.
Sistema de saúde sob pressão
Médicos de dois hospitais diferentes relataram à BBC que as unidades estão sobrecarregadas com o número de feridos que chegam diariamente em busca de atendimento.
Um médico do Hospital Farabi, em Teerã, especializado em oftalmologia, descreveu a situação como crítica. Os serviços de emergência estão lotados, e a equipe médica foi obrigada a suspender internações e cirurgias não urgentes para focar nos casos mais graves. A situação é agravada pela falta de médicos suficientes para lidar com o fluxo de pacientes.
Protestos e repressão
Os protestos contra o governo iraniano se espalharam por dezenas de cidades, resultando em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança. De acordo com grupos de direitos humanos, pelo menos 50 manifestantes foram mortos, além de 15 membros das forças de segurança. Mais de 2.311 pessoas foram presas desde o início dos protestos em 28 de dezembro.
Além disso, a repressão aos protestos tem sido intensa, com relatos de ferimentos graves, incluindo ferimentos de bala na cabeça e nos olhos. A situação é agravada por um bloqueio quase total da internet, dificultando a obtenção de informações precisas e atualizadas sobre o que está acontecendo no país.
Reações internacionais sobre os Hospitais no Irã
A comunidade internacional tem acompanhado de perto a situação no Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã está em “grandes apuros” e alertou que qualquer agressão por parte do governo iraniano seria respondida com força. Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, o Irã acusou os EUA de fomentar a instabilidade no país.
Líderes internacionais, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o chanceler alemão Friedrich Merz, emitiram uma declaração conjunta pedindo que o direito ao protesto pacífico seja respeitado. Eles enfatizaram que as autoridades iranianas têm a responsabilidade de proteger sua população e permitir a liberdade de expressão.
Posições internas e oposição
Dentro do Irã, o líder supremo Aiatolá Ali Khamenei manteve uma postura desafiadora, afirmando que a República Islâmica não recuará diante dos protestos. Em contraste, figuras da oposição, como Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, têm incentivado a continuidade das manifestações, descrevendo-as como “magníficas”.
Portanto, Pahlavi, que vive nos EUA, expressou confiança de que os protestos podem levar à queda da República Islâmica. Ele instou os iranianos a continuarem se manifestando e a se prepararem para tomar o controle dos centros urbanos. No entanto, especialistas alertam que a falta de uma oposição organizada dificulta a apresentação de uma alternativa viável ao regime atual.
Tensões crescentes dos Hospitais no Irã
As tensões entre o Irã e os EUA aumentaram, com o governo americano expressando apoio aos manifestantes. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou publicamente o apoio ao “bravo povo do Irã”. Em resposta, as autoridades iranianas endureceram sua retórica, prometendo ações legais contra os manifestantes, que classificaram como “vândalos armados”.
Por fim, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou que tomará medidas decisivas contra os protestos, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica prometeu continuar suas operações até derrotar o que descrevem como “atos terroristas”. A situação no país continua tensa, com um futuro incerto para os manifestantes e o governo.
As pessoas em qualquer lugar do mundo têm o direito de se manifestar pacificamente, e os governos têm a responsabilidade de proteger esse direito e garantir que ele seja respeitado.
| Evento | Detalhes |
|---|---|
| Início dos protestos | 28 de dezembro |
| Mortes de manifestantes | Pelo menos 50 |
| Mortes de forças de segurança | 15 |
| Prisões | Mais de 2.311 |