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CIA é apontada como responsável por primeiro ataque terrestre na Venezuela, segundo imprensa dos EUA

A notícia de que a CIA teria conduzido o primeiro ataque terrestre dos Estados Unidos na Venezuela pegou muitos de surpresa.

Operação sob suspeita contra a CIA

Embora a informação não tenha sido oficialmente confirmada pelo governo norte-americano, veículos de comunicação como a CNN e o The New York Times divulgaram detalhes sobre o suposto envolvimento da agência de inteligência.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a ocorrência do ataque, mas se absteve de especificar se a operação foi militar ou conduzida pela CIA. Trump limitou-se a mencionar que a ação ocorreu ‘ao longo da costa’, sem fornecer mais detalhes sobre a localização exata ou a natureza da missão.

Alvo: narcotráfico na América Latina

A operação teria como foco uma suposta rede de narcotráfico na América Latina, intensificando a pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro. Washington há tempos acusa o presidente venezuelano de liderar o chamado ‘Cartel de los Soles’, uma organização que, segundo o governo americano, estaria envolvida em atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas.

Durante um encontro com o primeiro-ministro israelense em Mar-a-Lago, Trump mencionou a destruição de uma área de embarque de drogas na Venezuela, descrevendo uma ‘grande explosão’ na região onde as embarcações são carregadas. ‘Atacamos todas as embarcações, e agora atacamos a área, é a área de implementação […] e já não existe mais’, afirmou o presidente.

Comunicação e silêncio oficial

Apesar das declarações de Trump, o governo venezuelano não emitiu nenhuma resposta oficial sobre o ataque. O Pentágono, por sua vez, redirecionou as questões relacionadas ao incidente para a Casa Branca, que inicialmente não respondeu aos pedidos de comentário.

Além disso, Trump, em declarações anteriores, havia sinalizado que os Estados Unidos estavam prontos para iniciar ataques contra alvos em terra dos cartéis de drogas na América Latina. Este ataque parece ser o primeiro de uma série de ações planejadas.

Controvérsia e debate legal sobre a CIA

Desde setembro, as forças americanas têm realizado ataques contra supostas embarcações de traficantes de drogas, tanto no Caribe quanto no Pacífico Oriental, resultando em mais de 100 mortes. Na noite de segunda-feira, o Comando Sul dos Estados Unidos anunciou um novo ataque no Pacífico, elevando o número de mortos para pelo menos 107.

A falta de provas apresentadas pelo governo Trump sobre o envolvimento das embarcações atacadas no tráfico de drogas gerou um debate sobre a legalidade dessas operações.

Portanto, especialistas em direito internacional e organizações de defesa dos direitos humanos argumentam que os ataques podem constituir execuções extrajudiciais, uma acusação que Washington nega veementemente.

Impactos e reações internacionais

Além da destruição de lanchas supostamente usadas pelo tráfico, Trump ordenou o bloqueio de todos os petroleiros sancionados por Washington que entram e saem da Venezuela, resultando na apreensão de dois navios.

Além disso, o governo americano acusa Caracas de utilizar a venda de petróleo para financiar atividades ilícitas como narcoterrorismo, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

A Venezuela, por sua vez, nega qualquer envolvimento com o tráfico de drogas e alega que Trump busca derrubar Maduro para se apoderar das vastas reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.

Por fim, especialistas sugerem que o ‘Cartel de los Soles’ opera mais como uma rede de corrupção que permite atividades ilícitas do que como uma organização de tráfico de drogas propriamente dita.

Eles têm uma grande fábrica, ou uma grande instalação, de onde enviam, você sabe, de onde vêm os barcos.

DataEventoLocalMortos
Setembro 2023Ataques a embarcaçõesCaribe e Pacífico OrientalMais de 100
Outubro 2023Novo ataquePacífico2

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