Rodrigo Castillo, o mais recente reforço do Fluminense, tem uma trajetória no futebol que foge do convencional.
Um início de carreira fora do comum
Aos 28 anos, o centroavante argentino finalmente vê sua carreira decolar, após um começo no esporte que mais parecia um sonho distante. Sua contratação pelo clube carioca, a mais cara da história do Fluminense, é um marco significativo em sua jornada, que começou de maneira amadora e foi marcada por reviravoltas surpreendentes.
A estreia de Castillo na Conmebol Libertadores, jogando no icônico Maracanã, representa não apenas uma oportunidade profissional, mas um momento de realização pessoal.
Nesta quarta-feira, ele entrou em campo contra o Independiente Rivadavia, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos, carregando consigo as memórias e o apoio invisível de seu pai, Miguel, que, infelizmente, não pôde testemunhar o sucesso do filho no futebol profissional.
A influência do pai de Castillo e a motivação familiar
Em entrevista exclusiva ao ge, Castillo falou emocionado sobre a influência de seu pai em sua vida. ‘Eu tenho ele sempre presente. Em todos os jogos levo foto dele. Dos meus avós e do meu tio também, que não estão mais aqui. Sempre são meu guia, minha motivação’, compartilhou o atacante.
Apesar de Miguel não ter sido um entusiasta do futebol, ele foi uma figura central na vida de Rodrigo, inspirando-o a perseverar e alcançar seus sonhos.
Nascido em Venado Tuerto, uma pequena cidade na província de Santa Fé, Castillo deu seus primeiros passos no futebol em um clube amador chamado Sportivo Rivadavia. Curiosamente, este clube não tem qualquer ligação com o adversário do Fluminense na Libertadores, o Independiente Rivadavia.
O início no amadorismo retardou sua entrada no futebol profissional, que só aconteceu aos 22 anos, mas a influência e o apoio de sua família foram fundamentais para que ele continuasse em busca de seus objetivos.
A virada na carreira e a chegada ao Brasil
Aos 18 anos, enquanto jogava pelo Sportivo Rivadavia, Castillo teve a oportunidade de fazer um teste no River Plate, um dos clubes mais tradicionais da Argentina. ‘Foi um milagre de Deus. A pessoa que me ajudou foi o pai de Ignacio Scocco. Sempre agradeço a ele’, relembrou Castillo. Essa chance rara de integrar a base do River Plate foi o ponto de virada em sua carreira, que até então parecia incerta.
No entanto, a pandemia de Covid-19 interrompeu temporariamente seu progresso, paralisando o futebol mundial justo quando ele estava prestes a estourar na base do River Plate. Sua estreia profissional só aconteceu em 2022, pelo Deportivo Madryn, na segunda divisão argentina. A partir daí, sua carreira ganhou impulso, passando pelo Gimnasia y Esgrima e se destacando no Lanús, onde conquistou um título continental.
Agora, Castillo vive seus primeiros meses no futebol brasileiro, encarando o desafio de ser a contratação mais cara do Fluminense. Ele encara essa responsabilidade com orgulho e determinação, ciente de que seu desempenho em campo precisa justificar o investimento feito pelo clube carioca.
A expectativa de Castillo por novos desafios e conquistas
A estreia de Castillo como titular na Libertadores é aguardada com grande expectativa. Ele espera não apenas corresponder às expectativas do clube e da torcida, mas também construir uma história de sucesso no Fluminense, sonhando com mais um título continental para enriquecer seu currículo.
A adaptação ao futebol brasileiro tem sido tranquila para Castillo, que se sente acolhido pelo elenco e está se ajustando às diferenças de estilo de jogo. ‘Não me preocupo com isso, de ficar pensando sobre.
Sei que é uma responsabilidade e um orgulho. Significa que vinha fazendo as coisas bem e por isso me contrataram. Depois é mostrar em campo porque pagaram esse valor por mim’, afirmou o atacante, demonstrando confiança em seu potencial.
Com o apoio dos torcedores e a motivação de sua história pessoal, Castillo está determinado a deixar sua marca no Fluminense e no futebol sul-americano, continuando a trajetória de superação que começou em sua cidade natal, Venado Tuerto.
Eu tenho ele [pai] sempre presente. Em todos os jogos levo foto dele. Dos meus avós e do meu tio também, que não estão mais aqui. Sempre são meu guia, minha motivação.