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Brasil e Rússia defendem uso de energia nuclear para fins pacíficos

Brasil e Rússia defenderam o uso da energia nuclear para fins pacíficos em um documento conjunto, assinado pelo vice Geraldo Alckmin

Cooperação nuclear para fins pacíficos e tecnológica entre Brasil e Rússia

A declaração ocorreu no Fórum Empresarial Brasil-Rússia, em Brasília. Os países demonstraram interesse em expandir o uso de radioisótopos medicinais e desenvolver projetos conjuntos na geração de energia nuclear e seu ciclo de combustível.

Além disso, os parceiros do Brics manifestaram interesse em áreas estratégicas como a indústria farmacêutica, médico-hospitalar, construção naval, tecnologias digitais e segurança cibernética. Estas iniciativas buscam aprofundar laços bilaterais e futuras possibilidades de pesquisa e desenvolvimento.

Fortalecimento do comércio e multilateralismo

No evento, Alckmin e Mishustin enfatizaram a parceria comercial, especialmente no setor agrícola, que gerou US$ 11 bilhões em 2025. Contudo, ambos indicaram a necessidade de diversificar a pauta de bens e serviços, indo além dos produtos primários. O governo brasileiro, para isso, promete previsibilidade e segurança jurídica.

Outro ponto crucial foi o multilateralismo. O documento criticou “medidas coercitivas unilaterais”, consideradas ilícitas pelo direito internacional. Em linha com esta posição, o presidente Lula reforçou a Mishustin a urgência em fortalecer o multilateralismo, visando resultados mais concretos.

Avanços em farmácia e inovação

Adicionalmente, Mishustin destacou boas perspectivas para a cooperação farmacêutica. Ele mencionou a introdução de produtos inovadores russos, como medicamentos oncológicos e para diabetes, no mercado brasileiro. A Rússia busca transferência de tecnologias e o apoio regulatório brasileiro para esses avanços.

Por fim, o primeiro-ministro russo salientou a importância da troca de experiências em cibersegurança e inteligência artificial. A Rússia defende a soberania digital também para o Brasil, visando projetos de longo prazo e mútuo interesse em diversas áreas estratégicas.

WagnerWeindler:

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