Banco Central não identifica irregularidades em carteiras do Banco Master ao BRB

Banco Central não encontra irregularidades em carteiras do Master

Banco Central e o MPF fizeram uma análise detalhada sobre indícios de irregularidade nos créditos consignado originadas pelo Banco Master.

Essa declaração é um ponto crucial na investigação sobre possíveis fraudes na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

O documento, numerado 20035/2025, foi uma resposta às investigações em curso sobre as transações entre o Master e o BRB. A suspeita de fraudes surgiu após o envolvimento da empresa Tirreno, que apareceu no cenário em 2025, levantando questionamentos sobre a origem dos créditos.

Declarações do ex-presidente do BRB

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, declarou à Polícia Federal que a instituição não tinha conhecimento de que o Banco Master estava repassando carteiras de crédito de terceiros. Segundo Costa, os negócios com o Master começaram em julho de 2024, e até então, o fluxo de desconto dos pagadores e o repasse para o BRB eram considerados adequados.

Costa afirmou que durante todo o ano de 2024, as carteiras apresentaram um desempenho satisfatório, sem levantar suspeitas sobre a documentação. No entanto, em abril de 2025, o BRB começou a notar um padrão documental diferente, o que gerou desconfiança e levou à investigação mais aprofundada das carteiras adquiridas.

A descoberta de irregularidades

A investigação revelou que as carteiras compradas pelo BRB deveriam ser originadas pelo Banco Master, conforme estipulado no contrato. No entanto, a Polícia Federal suspeita que a Tirreno, uma empresa de fachada, emitiu Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) falsas, que foram repassadas ao BRB por meio do Master.

Portanto, após a descoberta de que os créditos eram originados por terceiros, o BRB decidiu substituir os ativos. Costa explicou que, ao exigir que a totalidade dos documentos fosse fornecida e ao perceber que isso não estava acontecendo na velocidade desejada, o banco tomou medidas para agregar garantias e substituir os créditos.

Contraponto do Banco Master

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma versão diferente durante uma acareação. Ele afirmou que o Master havia informado ao BRB sobre a comercialização de carteiras de terceiros. Essa declaração contrasta com as alegações de Costa e adiciona uma camada de complexidade à investigação.

Por fim, a divergência nas declarações entre os representantes do BRB e do Banco Master levanta questões sobre a comunicação e os acordos estabelecidos entre as duas instituições financeiras. A investigação continua a buscar esclarecimentos sobre a natureza dos créditos e a legitimidade das transações realizadas.

Durante o ano de 2024 inteiro essas carteiras tinham um desempenho adequado. Não existia nenhuma suspeita sobre o padrão documental dessas carteiras, e seguimos comprando em 2025.

AnoEventoDescrição
2024Início dos negóciosBRB começa a adquirir carteiras do Banco Master.
2025Aparição da TirrenoEmpresa de fachada levanta suspeitas de fraude.
2025InvestigaçãoBanco Central e MPF investigam transações.

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