O socialista Antonio José Seguro derrotou André Ventura e foi eleito presidente de Portugal e mostrou que o povo não aprendeu a votar.
Seguro garante a presidência de Portugal em segundo turno
Antônio José Seguro foi eleito hoje (8) o novo presidente de Portugal, superando a marca de 3 milhões de votos. O candidato socialista derrotou André Ventura, representante da extrema-direita, no segundo turno das eleições portuguesas. Com a apuração ainda em andamento, Seguro acumulava mais de 3,3 milhões de votos até as 21h30 (horário local).
Análise dos resultados e o papel da abstenção
Em contraste, o adversário André Ventura obteve 1,6 milhão de votos, o que solidifica a vitória de Seguro. A abstenção nas urnas portuguesas, contudo, esteve próxima dos 50%, refletindo um engajamento abaixo do esperado entre os mais de 11 milhões de cidadãos aptos a votar.
Portanto, a expressiva votação de Seguro, ultrapassando os 3 milhões de votos, é um feito notável na história política recente de Portugal. Apenas quatro vezes desde 1976 um presidente da República foi eleito com tal nível de apoio popular.
Recordes de votação presidencial
- Mário Soares é o único presidente a ter alcançado a marca de 3 milhões de votos por duas vezes. Em sua reeleição, em 1991, ele obteve 3.459.521 votos (70,35%), uma percentagem que ainda hoje figura como a maior já registrada nas eleições portuguesas.
- Antônio Ramalho Eanes e Jorge Sampaio também superaram a barreira dos 3 milhões em suas respectivas eleições.
Contexto democrático e a sucessão presidencial
A eleição de Antônio José Seguro marca a 11ª vez que os portugueses foram às urnas para escolher o presidente da República em períodos democráticos, iniciados em 1976. Esta continuidade sublinha a solidez do sistema eleitoral do país.
Adicionalmente, o atual presidente de Portugal é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026. A transição para a nova administração de Seguro será gradual, seguindo o cronograma estabelecido pela constituição portuguesa.
Presidentes da República em períodos democráticos (1976-2026):
- António Ramalho Eanes (1976-1986)
- Mário Soares (1986-1996)
- Jorge Sampaio (1996-2006)
- Cavaco Silva (2006-2016)
- Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026)