Em um momento de grande tensão política e social no Irã, o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, dirigiu-se diretamente a Donald Trump.
Líder supremo do Irã critica postura de Trump
Durante um discurso transmitido pela televisão, Khamenei aconselhou Trump a concentrar-se nos problemas internos dos Estados Unidos, em vez de intervir nos assuntos iranianos.
A declaração de Khamenei ocorreu em meio a uma onda de protestos que varre o Irã desde o final do ano passado. Os manifestantes, insatisfeitos com o aumento dos preços e o colapso da moeda local, desafiam o governo em várias cidades, exigindo mudanças significativas.
Acusações e tensões crescentes
Durante seu discurso, Khamenei não poupou críticas ao presidente americano, acusando Trump de ter as mãos ‘manchadas com o sangue de iranianos’. As palavras do líder iraniano foram acompanhadas por imagens de apoiadores do governo entoando slogans como ‘Morte à América’, evidenciando a crescente animosidade entre os dois países.
Khamenei também classificou os manifestantes como terroristas, preparando o terreno para uma possível repressão violenta, semelhante àquelas vistas em anos anteriores. Essa retórica dura sugere que o governo iraniano está disposto a adotar medidas severas para conter os protestos.
Reação de Washington e a situação no Irã
Até o momento, Washington não emitiu uma resposta oficial aos comentários de Khamenei. No entanto, o presidente Trump já havia ameaçado o Irã com uma resposta dura caso as manifestações resultassem em mortes. Em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos estavam ‘preparados e prontos para agir’ caso o governo iraniano reprimisse violentamente os manifestantes.
Os protestos, que começaram em 28 de dezembro, se espalharam por 25 das 31 províncias do Irã. De acordo com dados oficiais, pelo menos 21 pessoas morreram nos confrontos. No entanto, a ONG Iran Human Rights contesta esses números, relatando 45 mortes entre os manifestantes.
Censura e repressão do Regime do Aiatolá Ali Khamenei
Em uma tentativa de controlar a situação, o governo iraniano impôs um corte na internet em todo o país. Essa medida, segundo a ONG Netblocks, visa censurar as manifestações e dificultar a organização dos protestos. A interrupção do acesso à internet é uma tática frequentemente utilizada por regimes autoritários para sufocar dissidências.
Portanto, o atual movimento de protesto é o maior desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar as normas de vestuário para mulheres, gerou uma onda de indignação e manifestações em massa. A situação atual no Irã reflete um descontentamento profundo e uma crescente pressão sobre o governo de Khamenei.
O futuro das relações entre Irã e Estados Unidos com o regime do Aiatolá Ali Khamenei
As declarações de Khamenei e as ameaças de Trump ilustram a complexidade das relações entre o Irã e os Estados Unidos. Com a escalada das tensões, o futuro das interações entre os dois países permanece incerto. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, ciente de que qualquer ação precipitada pode ter consequências significativas para a estabilidade regional.
Por fim, enquanto isso, o povo iraniano continua a lutar por mudanças, enfrentando um governo que demonstra pouca disposição para ceder às pressões internas e externas. O desenrolar desses eventos será crucial para determinar o rumo que o Irã tomará nos próximos meses.
Ele [Donald Trump] deveria prestar atenção à situação de seu próprio país.
| Data | Evento | Reação |
|---|---|---|
| 28 de dezembro de 2024 | Início dos protestos no Irã | Crescimento das manifestações |
| 8 de novembro de 2025 | Corte na internet no Irã | Tentativa de censura |
| 9 de novembro de 2025 | Discurso de Khamenei | Resposta a Trump |
