A Nova Ordem Mundial de Trump: América Latina no Alvo

A Nova Ordem Mundial de Trump: América Latina no Alvo

Trump e a Reconfiguração Geopolítica com a nova ordem mundial. As ações recentes do presidente, incluindo a captura Nicolás Maduro.

Em 2026, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está no centro de uma tempestade geopolítica que redefine as relações internacionais.

A operação que levou à captura de Maduro, denominada Resolução Absoluta, é um exemplo claro da chamada ‘doutrina Trump’. Esta doutrina, elaborada junto com seu vice J.D. Vance, prioriza a definição do interesse nacional, esgota as opções diplomáticas e, quando necessário, recorre a uma força esmagadora, retirando-se rapidamente para evitar conflitos prolongados.

A América Latina Sob a Mira da Nova Ordem Mundial de Trump

A captura de Maduro é vista como o primeiro passo de um plano mais amplo de Trump para consolidar a influência dos EUA na América Latina, ignorando rivais como Rússia e China. A revista Le Nouvel Obs destaca que essa ação revive memórias das operações secretas da CIA na região durante a Guerra Fria.

O interesse de Trump na América Latina não se limita à Venezuela. A revista Le Point especula que outros países da região podem ser alvos futuros, com Trump deixando claro que a dominação norte-americana no hemisfério ocidental não será mais questionada. A clemência mostrada ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, em contraste com a postura dura em relação à Venezuela, sugere que Trump está guiado por interesses estratégicos específicos, como o acesso a recursos naturais.

Interesses Estratégicos e o Papel da Groenlândia

Além da América Latina, Trump também tem interesses estratégicos na Groenlândia. A revista Le Point sugere que, embora Trump prefira adquirir o território pacificamente, a importância estratégica da Groenlândia, rica em minerais, a torna um alvo potencial para a expansão norte-americana.

A Groenlândia, vista como parte do hemisfério ocidental pelos EUA, representa uma peça crucial no tabuleiro geopolítico de Trump, que busca garantir o acesso a recursos naturais essenciais para manter a hegemonia norte-americana.

A Questão do Irã e a Estratégia de Espera

Enquanto a América Latina e a Groenlândia estão no foco imediato, o Irã representa um desafio diferente. Trump parece adotar uma abordagem de espera, preferindo aguardar um colapso interno do regime iraniano em vez de arriscar uma intervenção direta que poderia desestabilizar ainda mais a região.

Essa estratégia de paciência reflete uma lição aprendida com o caos no Iraque pós-2003, sugerindo que Trump está disposto a esperar por um momento mais oportuno para agir, evitando um conflito direto que poderia ter consequências imprevisíveis.

A Imagem de Trump no Cenário Internacional

A revista L’Express ilustra Trump como um cowboy armado, simbolizando sua abordagem agressiva e determinada na política externa. A imagem de Trump como um ‘novo predador hemisférico’ destaca sua disposição em impor a ‘lei do mais forte’, desafiando normas internacionais e redefinindo alianças globais.

A Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, divulgada em dezembro, reforça essa visão, com Trump buscando tornar os Estados Unidos a ‘nação mais poderosa e próspera da história’. Este objetivo passa pela reconquista da influência na América Latina, considerada o ‘quintal histórico’ dos EUA.

Reações e Consequências Globais com a Nova Ordem Mundial de Trump

As ações de Trump têm gerado preocupações em todo o mundo, especialmente entre os aliados europeus. A possibilidade de uma aquisição da Groenlândia, por exemplo, é vista com apreensão por governos europeus, que temem um aumento da influência norte-americana no Ártico.

Internacionalmente, a postura agressiva de Trump levanta questões sobre a estabilidade global e a capacidade dos EUA de manter alianças duradouras. A abordagem de ‘força esmagadora’ pode trazer ganhos imediatos, mas também corre o risco de isolar os Estados Unidos no cenário internacional a longo prazo.

A questão central levantada por Le Point é se Trump abriu uma brecha que outros atores tenderão a explorar.

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